terça-feira, 28 de julho de 2020
terça-feira, 21 de julho de 2020
7º ano- Correção Semana 3- PET 2
Semana 3
1- Todas as respostas são pessoais.
TU PRA LÁ TU PRA CÁ (Autor: Artur Azevedo)
Vocabulário
deixe de prosa: expressão popular que queria dizer “não mente, não inventa!” cartola: chapéu alto, como os de mágico. Era considerado muito chique os
homens usarem na época.
sobrecasaca: peça elegante do vestuário masculino. Era um casaco que se
abotoava até a cintura e com abas que rodeavam o corpo. Não se usa mais,
atualmente. barretada: ação de tirar o chapéu, de descobrir a cabeça para cumprimentar. encalistrado: tímido, envergonhado. grimpam: alcançam, sobem, escalam; sobem de posição social. botica: farmácia
1- Todas as respostas são pessoais.
TU PRA LÁ TU PRA CÁ (Autor: Artur Azevedo)
Lousada, sujeito de meia-idade; Carolina, mulata gorda.
Lousada. — Ó Carolina, puseste ao sol a cartola e a sobrecasaca?
Carolina. — Sim, senho.
L. — Vai buscá-las.
C. —- (trazendo os objetos pedidos). O senho vai fazê alguma visita de
importância?
L. — Vou à central receber o Pena.
C. —• Que Pena?
L. — O futuro presidente da República.
C. — O Senho conhece ele?
L. — Se o conheço! Ora essa! Tratamo-nos por tu!
C. — Saia daí, seu Lousada! deixe de prosa!. . .
L. — De prosa como?
C. — Faz quatro ano que o senho foi à centra recebe o Rodrígue Arve, e também
nessa ocasião me disse que tratava ele por tu. . .
L. — E então?
C. — Ora! naquele dia em que a gente foi nas regata de Botafogo, o Rodrígue
Arve passou juntinho de nós. O senho fez uma grande barretada, e ele nem
como coisa, e foi passando. Quá! não acredito que o senho trate ele por tu!
L. — Estás enganada. O Chico não me viu. Nessas festas não vê ninguém. Além
de ser míope, é muito encalistrado. Então quando ouve tocar o hino é uma
desgraça! E no momento em que ele passou para entrar no pavilhão, estavam
tocando o hino.
C. — E o senho por que cumprimentou ele com tanta cerimónia?
L. — Não cumprimentei o homem: cumprimentei o presidente da República!
C. — Ele viu perfeitamente o senho, e não fez caso.
L. — Já te disse que o hino; mas. . . quando não fosse? Esses homens, quando
grimpam às altas posições, esquecem-se naturalmente dos amigos pobres. Vê,
por exemplo, o. . . o. . . Quem há de ser? Cardoso da botica. Ele e eu
tratamo-nos por tu, não é? Pois bem: faze o Cardoso presidente da República, e
verás! Se queres conhecer o vilão. . .
C. — Sim o Cardoso da botica o senho trata por tu, mas o Rodrígue Arve não.
L. — Ó mulher! O Chico e eu no tempo da monarquia, éramos tu para lá tu pra
cá!
C. — Então o Chico é muito ruim, porque o senho ainda não tem um bom
emprego, e não é por não pedir.
L. — Olha, talvez ele não me servisse justamente por sermos íntimos. Os amigos
do chefe do Estado estão sempre de mau partido, porque com os amigos não há
cerimônias, e são eles os sacrificados. Se eu não tivesse tanta familiaridade com
o presidente da República, a estas horas estaria bem colocado!
C — Nesse caso o senho não arranja nada também com o Pena.
L. — Por quê?
C. — Pois não trata ele por tu?
L. — É certo; mas não há regra sem exceção. Deixa estar que logo, quando ele
saltar do trem, hei de achar meio de lhe segredar ao ouvido: "Afonso, meu
velho, não te esqueças de mim..."
AZEVEDO, Artur. Teatro à Vapor. São Paulo: Editora Cultrix, 1977. Disponível em:
. Acesso em: 3 nov. 2018.
2- Leitura
3- a) Com base na leitura do texto, Lousada é um homem bem instruído que usa cartola e sobrecasaca. Suas atitudes demonstram que ele é capaz ir em busca de boas relações com pessoas importantes visando se dar bem.
b) Moça humilde que serve ao senhor Lousada e comunica por linguagem informal. Tem aparência simples e é curiosa por ficar indagando o senhor a todo tempo com perguntas sobre suas atitudes.
c) "C. — Saia daí, seu Lousada! Deixe de prosa!. . .
"
Deixe de prosa significa "deixe de contar história, pare de contar história"
"C. — Ora! naquele dia em que a gente foi nas regata de Botafogo, o Rodrígue Arve passou juntinho de nós. O senho fez uma grande barretada, e ele nem como coisa, e foi passando. Quá! não acredito que o senho trate ele por tu!
Barretada quer dizer cortesia.
d) Embora nenhum "possa" sofrer preconceito linguístico, é mais comum que pessoas como a Carolina, que se expressam através da linguagem informal, sejam hostilizadas por falantes que têm um domínio maior da norma padrão da língua. Sendo assim, Carolina estaria mais suscetível do que Lousada a sofre preconceito linguístico.
4- As falas, rubricas e indicações cênicas são importantes em texto dramático para que as personagens e os cenários sejam representadas e compreendidos pelos espectadores de forma fiel. São esses elementos que ajudam a identificar a personalidade dos personagens, seus sentimentos, o meio em que eles estão inseridos, dentre outros.
5- É utilizado o discurso direto para introduzir as falas das personagens.
3- a) Com base na leitura do texto, Lousada é um homem bem instruído que usa cartola e sobrecasaca. Suas atitudes demonstram que ele é capaz ir em busca de boas relações com pessoas importantes visando se dar bem.
b) Moça humilde que serve ao senhor Lousada e comunica por linguagem informal. Tem aparência simples e é curiosa por ficar indagando o senhor a todo tempo com perguntas sobre suas atitudes.
c) "C. — Saia daí, seu Lousada! Deixe de prosa!. . .
"
Deixe de prosa significa "deixe de contar história, pare de contar história"
"C. — Ora! naquele dia em que a gente foi nas regata de Botafogo, o Rodrígue Arve passou juntinho de nós. O senho fez uma grande barretada, e ele nem como coisa, e foi passando. Quá! não acredito que o senho trate ele por tu!
Barretada quer dizer cortesia.
d) Embora nenhum "possa" sofrer preconceito linguístico, é mais comum que pessoas como a Carolina, que se expressam através da linguagem informal, sejam hostilizadas por falantes que têm um domínio maior da norma padrão da língua. Sendo assim, Carolina estaria mais suscetível do que Lousada a sofre preconceito linguístico.
4- As falas, rubricas e indicações cênicas são importantes em texto dramático para que as personagens e os cenários sejam representadas e compreendidos pelos espectadores de forma fiel. São esses elementos que ajudam a identificar a personalidade dos personagens, seus sentimentos, o meio em que eles estão inseridos, dentre outros.
5- É utilizado o discurso direto para introduzir as falas das personagens.
7º ano- Texto Teatral | Quarto de despejo | Carolina Maria de Jesus
Assista ao vídeo a seguir para fazer as atividades sobre Carolina Maria de Jesus, a autora de "Quarto de despejo.
11) Seguindo Evaristo, os temas narrados por Carolina eram vivenciados por leitores como ela e que a classe média tinha uma visão de fora para dentro mesmo se compadecendo. O que ela quer dizer com isso?
Sobre o vídeo e a autora
1) Assinale V para verdadeiro e F para falso:
O vídeo acima...
( ) apresenta a trajetória de Carolina Maria de Jesus, uma catadora que guardava um pouco do papel que juntava para ter onde escrever.
( ) apresenta uma mulher singular, metida, agressiva e indisciplinada.
( ) apresenta uma favelada que sonhava em ser escritora e talvez tenha se tornado uma das maiores entre elas.
( ) apresenta uma mulher que recusava ser negra.
( ) revive a história da autora da obra "Quarto de despejo".
( ) apresenta uma mulher que teve como sina fugir da pobreza, mas a miséria nunca saiu da sua alma.
1) Assinale V para verdadeiro e F para falso:
O vídeo acima...
( ) apresenta a trajetória de Carolina Maria de Jesus, uma catadora que guardava um pouco do papel que juntava para ter onde escrever.
( ) apresenta uma mulher singular, metida, agressiva e indisciplinada.
( ) apresenta uma favelada que sonhava em ser escritora e talvez tenha se tornado uma das maiores entre elas.
( ) apresenta uma mulher que recusava ser negra.
( ) revive a história da autora da obra "Quarto de despejo".
( ) apresenta uma mulher que teve como sina fugir da pobreza, mas a miséria nunca saiu da sua alma.
2) Por que Carolina Maria de Jesus é considerada um caso raro na literatura brasileira?
3) Como Vera Eunice de Jesus Lima, professora e filha de Carolina, vê a história da mãe? O que ela conta sobre a história dela?
4) Outra escritora muito importante na literatura brasileira que também nasceu de família pobre, foi a primeira da sua família a conseguir um diploma e hoje é doutora em literatura, depõem sobre o prazer de falar sobre Carolina Maria de Jesus. Quem é ela?
5) Em que momento da vida, os trabalhos de Carolina Maria de Jesus marcam a vida da autora acima?
6) O que Carolina Maria de Jesus descobre em pouco mais de dois anos de estudo em Minas Gerais em relação as palavras que a fortifica como uma criadora e escritora profissional?
7) Para onde Carolina vai quando ela sai de Minas Gerais na sua adolescência? Para quem ela começa trabalhar?
8) Em seus dias de folga o que Carolina gostava de fazer?
9) Carolina gostava de ficar na biblioteca pois:
a) Ela era preguiçosa.
b) Não queria ver a família que a julgava.
c) Queria ficar escondida.
d) Era curiosa.
10) O aprendizado de Carolina foi mais promovido pelas oportunidades ou pela curiosidade que ela teve durante a vida?
11) Seguindo Evaristo, os temas narrados por Carolina eram vivenciados por leitores como ela e que a classe média tinha uma visão de fora para dentro mesmo se compadecendo. O que ela quer dizer com isso?
12) Assinale alguns dos temas abordados por Carolina em seu trabalho:
( ) Fome.
( ) Miséria.
( ) Favela.
( ) Política.
( ) Classes sociais.
( ) Suicídio.
( ) Sujeira.
( ) Preconceito.
( ) Comportamento de classes.
( ) Beleza do negro.
( ) Beleza do branco.
( ) Amor.
( ) Questões sociais.
( ) Vida social de classes abastadas.
13) São características pessoais de Carolina:
( ) Namoradeira.
( ) Rica.
( ) Baladeira.
( ) Branca.
( ) Solteira.
( ) Livre.
( ) Humana.
( ) Feminista.
14) Carolina ao falar dos negros e dos nordestinos utiliza uma linguagem carregada de esteriótipos. É possível perceber isso em "Quarto de despejo"? Justifique.
Linguagem carregada de esteriótipos = linguagem padronizada estabelecida pelo senso comum, preconcebida.
15) Segundo Carolina, por quem o Brasil deveria ser dirigido/representado?
16) Carolina se alimentava das palavras, sua escrita é mais do que uma necessidade estética, é uma necessidade existencial. O que isso quer dizer?
17) “…A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como a nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro”. (p.143)
Jesus, Carolina Maria de. Quarto de Despejo. 1ª Edição. São Paulo: Editora Ática, 2014.
A literatura de Carolina era muito pessoal. Sua maneira de escrever foi diretamente influenciada por suas vivências. O que esse trecho acima diz sobre seu modo de vida?
18) Você concorda que além das dificuldades de encontrar destaque dentro da sala de aula por serem escritas por uma negra, as obras de Carolina também entram barreiras por causa do preconceito linguístico, uma vez que sua obras não são escritas dentro da norma "culta" da língua?
19) Segundo Evaristo, que oportunidades o trabalho com as obras de Carolina podem oferecer?
20) Evaristo também fala sobre a linguagem de prestígio. Para ela, quem define a linguagem que será privilegiada?
21) Em 1971, Carolina teve sua trajetória registrada em um documentário alemão. Por que ele não foi exibido no Brasil na época?
22) Você já havia ouvido falar sobre Carolina antes dessa aula? Se sim, quando?
23) Na sua opinião, Carolina é uma pessoa admirável e digna de reconhecimento. Justifique.
Créditos: descobrindomeumundo.com
Ana Duarte
terça-feira, 14 de julho de 2020
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